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HISTÓRICO DAS GALINHAS
Galinha Bankiva
Galinha e galo são os nomes dados,
respectivamente, à
fêmea e
macho da
espécieGallus
gallus domesticus de
aves galiformes e
fasianídeas. Os juvenis são chamados de frango ou pinto. Estas
aves possuem
bico pequeno,
crista carnuda e
asas curtas e largas.
A galinha têm uma enorme importância para o Homem pois é o animal doméstico
mais difundido e abundante do
planeta e uma das
fontes de
proteína mais
baratas. Além de sua
carne, as galinhas
fornecem
ovos. Segundo dados
de 2003, há cerca de 24 bilhões de galinhas no mundo. Em alguns países da
África moderna, 90%
dos lares criam galinhas. As galinhas são aves
omnívoras mas têm
preferência por
sementes e pequenos
invertebrados.
Há vários anos
as galinhas são fonte de alimento. As primeiras referências a galinhas
domesticadas surgem em cerâmicas
coríntias
datadas do
século VII a.C..
A introdução desta ave como animal doméstico surgiu provavelmente na
Ásia, de onde é
nativa a espécie
Galo Banquiva (Gallus
gallus). Apesar de os
romanos terem
desenvolvido a primeira
raça
diferenciada de galinhas, os registros antigos mostram a presença de
aves selvagens asiáticas na
China desde
1400 a.C. Da
Grécia Antiga
as galinhas espalharam-se pela
Europa e os
navegadores polinésios levaram estes animais nas suas viagens de
colonização do
Oceano Pacífico
incluindo a
Ilha da Páscoa.
A proximidade ancestral com o homem permitiu o cruzamento destinado à
criação de diversas raças, adaptadas às diferentes necessidades. São
também uma
fonte de
doenças
virais.
HISTÓRIA
A
história da "Avicultura", ou simplesmente a criação de galinhas, data de
muito séculos. Segundo os historiadores o início da domesticação da galinha
deu-se no continente asiático. Essa galinha, domesticada, primeiramente foi
utilizada como animal de briga ou como objeto de ornamentação e somente no
final do século XIX sua carne e seus ovos passaram a ser apreciados.
O início do século XX as encontrou a tal ponto valorizado que chegaram a
representar uma fonte de renda adicional, tanto nos sítios como nas fazendas.
Estimulados pelo aspecto econômico, os avicultores começaram a tentar novos
acasalamentos entre as raças diferentes, visando o aprimoramento da espécie. No Brasil, a galinha foi introduzida pelos
portugueses no início do século XX. Nesta época ainda eram criadas soltas nos quintais ou
arredores das casas, e se alimentavam com resto de comida caseira, grãos,
insetos e outros bichinhos.
A partir da década de 30, houve grande progresso na criação de galinhas.
Um dos pioneiros da avicultura em larga escala no Brasil foi Charles Toulin,
engenheiro agrônomo francês, proprietário da Granja do Mandi, que introduziu
várias práticas modernas em nosso meio. Nesta granja em Itaquaquecetuba ele
manteve reprodutores de boas linhagens, alta produção de ovos e incentivou a
criação de galinhas pelo fornecimento de famosas quinas (quatro
galinhas e um galo). Outros pioneiros que vieram apos Toutain foram Carlos Aranha e
Luis Emanuel Bianchi, além de avicultores com empresa menores como a do
Oswaldo de Siqueira, do Rio, que escreveu amplamente sobre a criação de
galinhas e traduziu a Cartinha Avícola, de Biedma, incorporando muito de sua
experiência. Outra publicação que não deve ser esquecida é a revista
Chácaras e Quintais criada e dirigida por Amadeu Barbiellini, assim como o
Campo de Eurico Santos.
Após a Segunda Grande Guerra
a modernização da avicultura industrial americana, com a adoção do uso de
híbridos, das linhagens muito refinadas e do confinamento escrito,
repercutindo da década de 60 passa a ocorrer a implantação de novas técnicas
no Brasil com a vinda de firmas produtoras de linhagens de alta qualidade dos E.U.A.
Todo esse desenvolvimento ocorrido para a modernização da avicultura
brasileira só foi possível também com a colaboração do Instituto Biológico de
São Paulo que fez estudos completos das doenças de aves que aqui dificultam
ou impedem a criação em larga escala. Ele identificou e erradicou a pulorose.
Mais tarde o Departamento da Produção Animal, hoje Instituto de
Zootécnica deu valiosa contribuição no que se refere ao manejo das aves,
suas instalações e seu arraçoamento.
Outro núcleo que se desenvolveu com muito brilho foi o da Escola Superior
de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba. Unidos os esforços de todo
estes órgãos foi possível a introdução das matrizes de grande produtividade
e das técnicas de criação descobertas após a Segunda Guerra.
Portanto, no pais a avicultura é a atividade pecuária tecnicamente mais
avançada. As criações estão ligadas a vários setores industriais que
trabalham com a reprodução onde o produto final são os 'híbridos'
denominados pintos de um dia. Esses pintos são
vendidos aos criadores comerciais de frangos de corte ou de galinhas para
produção de ovos.
As áreas de atuação de cada
setor são bem definidas. A seqüência arvozeiro-matrizeiro- criador
comercialmente pode ser construída por uma ou várias empresas, sendo esta
seqüência diferenciada para a produção de frangos ou de ovos. Para a criação
de frangos, tanto os machos como as fêmeas são aproveitadas e, para a
posturas somente as fêmeas são utilizadas e os machos eliminados. Curiosidade:
após sua domesticação a primitiva galinha (gallus gallus)
originaria do Indostão e sudeste asiático migrou para outra partes do mundo,
sempre adaptando-se aos mais diversos climas e ambientes.
Segundo a lenda, "Ter
um Brahma em seu quintal traz-lhe sorte e prosperidade", por
isto, eu os tenho como minhas aves prediletas.